domingo, 21 de julho de 2013

Todos os gestos que há em ti

Há noites em que acordo subitamente, angustiado com a ideia de não estares ao meu lado. Sinto-me frágil, exposto, caíndo numa escuridão sem cheiro. Limpo o suor ácido da minha face. Debruço-me sobre ti e, a minha mão, num gesto cândido, encontra o teu corpo quente adormecido. Abraço-te mas não sentes, estás a dormir. Dou-te um beijo cálido no pescoço. Tenho a certeza de te amar e sei que também me amas, mesmo no silêncio dos teus sonhos. Dormes porque sabes que estou ali e porque existe paz na nossa maneira de sentir. Quando abrires os olhos serei a tua primeira luz. Nesse instante os nossos gestos cruzar-se-ão em jeito de cumplicidade. Finalmente encontrámo-nos após vários desencontros. Costumava duvidar do amor e hoje talvez ainda não o saiba definir, mas conheço todos os gestos que há em ti.

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